segunda-feira, 14 de março de 2011
Entrevista especial e exclusiva com o técnico Roberto de Jesus
Em uma conversa especial com o técnico Roberto de Jesus, que de trabalho universitário bem sucedido passou a também merecer o status de postagem pública, tratamos de um tema delicado, como tratar com jovens atletas? Como administrar uma carreira de jogador de futebol profissional?
Confira abaixo o vídeo:
sábado, 13 de novembro de 2010
Academia Máximo Costa desenvolve o Taekwondo em São Domingos
O distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus-PE desde agosto está contando com um trabalho social muito interessante, um agente social que ajuda a tirar crianças da rua, e dar atividade aos jovens que têm pouca opção de lazer e recreação.A Academia de Taekwondo Máximo Costa está atuando desde 28 de agosto, quando o professor foi morar em Santa Cruz do Capibaribe e notou a falta da prática esportiva desta modalidade tanto na Capital da Moda como no distrito brejense, onde iniciou o projeto.
Os treinos acontecem todas as terças e quintas-feiras, às 19h e aos sábados, às 14h. Hoje a Academia conta com 43 atletas.
Confira agora uma entrevista de Walter Miro com o professor Máximo Costa:
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Corinthians chega aos cem anos de história
Imagem: Site oficial do clube

Era 1º de setembro de 1910 e cinco operários - Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia - se reuniram com mais oito rapazes e fundaram o "Sport Club Corinthians Paulista" após assistirem a uma partida de uma equipe de futebol da Inglaterra, o Corinthian-Casuals. O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Battaglia, que já no primeiro momento afirmou: "o Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time".
Da primeira coleta à compra da primeira bola de futebol do clube pouco tempo passou. Na verdade, apenas uma semana. Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado e virou campo e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma platéia entusiasmada que garantiu: "este veio para ficar".
De partida em partida o time foi se tornando famoso, mas era ainda um time de várzea. No ano de 1913, o Corinthians pleiteou uma vaga junto à Liga Paulista de Futebol e foi aceito, tornando-se assim o quarto dos chamados "três mosqueteiros" (os outros eram Americano, Germânia e Internacional), daí a origem do mascote corinthiano.
Grandes craques passaram pelo Corinthians em sua história quase centenária. Nomes como Neco, Luizinho, Cláudio, Baltazar, Gilmar, Rivellino, Sócrates, Biro-Biro, Ronaldo, Marcelinho Carioca, Dida, entre outros, são lembrados até hoje e tidos com muito carinho pela Fiel Torcida.
O primeiro jogo:
Corinthians 0 x 1 União Lapa
Jogo Varzeano – 10/09/1910
Corinthians: Valente; Perrone, Atlílio; Lepre, Alfredo e Police; João da Silva, Jorge Campbell, Fabbi, César Nunes e Joaquim Ambrósio. Técnico: Rafael Perrone.
União Lapa: não disponível
Foi contra o União Lapa, formado dois anos antes em um dos bairros em que o futebol varzeano mais de desenvolveu em São Paulo. Por isso, a derrota pela diferença mínima foi recebida com festa no Bom Retiro.
O primeiro gol e a primeira vitória:
Corinthians 2 x 0 Estrela Polar
Jogo Varzeano – 14/10/1910
Corinthians: Valente; Perrone, Atlílio; Lepre, Alfredo e Police; João da Silva, Jorge Campbell, Fabbi, César Nunes e Joaquim Ambrósio. Técnico: Rafael Perrone.
Estrela Polar: não disponível
Chamava-se Luiz Fabbi o autor do primeiro gol corinthiano, marcado nestes 2 a 0 sobre o Estrela Polar, outra equipe da várzea paulistana. Foi também, a primeira vitória da história alvinegra.
Batismo internacional:
Corinthians 0 x 3 Torino (Itália)
Amistoso internacional – 15/08/1914
Corinthians: Casemiro do Amaral (Sebastião); Fúlvio e Casemiro González; Police, Bianco e César Nunes; Américo, Peres, Amílcar, Apparício e Neco. Técnico: Casemiro González.
Torino: Morando; Capra e Backmann; Valobra, Peterlli e Lovatti; Debernaardi, Mosso III, Tomaselli, Arione III e Arione II. Técnico: Vittorio Pozzo.
“O Corinthians pode ir à Europa e enfrentar, sem receio, qualquer dos times de lá”. Palavras de Vittorio Pozzo, técnico do Torino em 1914 e futuro bicampeão mundial pela Itália em 1934/38. Quando seu clube excursionou pelo Brasil, goleou todo mundo, mas não encontrou moleza com o Timão.
A maior goleada:
Corinthians 11 x 0 Santos
Campeonato Paulista – 04/07/1920
Corinthians: Colombo; Nando e Gano; Garcia, Amílcar e Ciasca; Américo, Neco, Bororó, Gambarotta e Basílio. Técnico: Amílcar Barbuy.
Santos: Randolpho; Cícero e Bilu; Ricardo, Marba e Pereira; Millon, Constantino, Ary Patusca, Castelhano e Arnaldo Silveira.
Foi contra o Santos, velho rival, que aconteceu a maior diferença de gols da história corinthiana (e também a maior derrota santista). Irritados contra a arbitragem, os adversários tiveram quatro expulsões, protestaram cobrando pênaltis contra as próprias redes e forçaram o final da partida aos 21 minutos do segundo tempo.
Estreia no Parque:
Corinthians 1 x 0 Sírio
Campeonato Paulista – 25/01/1923
Corinthians: Mário; Garcia e Del Debbio; Rafael, Amílcar e Ciasca; Peres, Neco, Gambarotta, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.
Sírio: Tuffy; Galvão e Chicão; Mezinho, Milanese e Artur; Brenno, Zé Macaco, Cabelli, Ruyval e Bellini.
Foi como visitante que o Corinthians fez sua primeira partida na Fazendinha, apelido dado ao Parque São Jorge (na época, quem jogava no futuro campo corinthiano era o Sírio). O jogo, válido ainda pelo campeonato do centenário da independência do Brasil e valia as últimas chances do Timão na competição, foi duro. A vitória, 1 a 0, saiu graças a uma cabeçada certeira de Gambarotta.
Milagre no final:
Corinthians 2 x 0 Paulistano
Campeonato Paulista – 04/02/1923
Corinthians: Mário; Rafael e Del Debbio; Gelindo, Amílcar e Ciasca; Peres, Neco, Gambarotta, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.
Paulistano: Arnaldo; Clodoaldo e Guarany; Menezes, J. Franco e Abate; Formiga, Mário Andrada, Friedenreich, Zecchi e Alfredinho.
Era o mais importante Campeonato Paulista disputado até então. Seu vencedor seria considerado o Campeão do Centenário – em comemoração ao aniversário de 100 anos da independência do Brasil, em 1822 – apesar de seus jogos decisivos terem sido disputados no ano seguinte. Tudo parecia perdido para o Corinthians quando, ainda no final de 1922, o time perdeu a liderança do torneio para o Palestra. Mas bastou uma goleada do Paulistano sobre o mesmo Palestra (5 a 1) para o Timão voltar à briga. Na última partida, contra o Paulistano, Tatu e Gambarotta marcaram e o título histórico não escapou.
Festa na casa alheia. Três vezes o melhor:
Corinthians 1 x 0 Paulistano
Campeonato Paulista – 11/01/1925
Corinthians: Colombo; Grané e Pinheiro; Gelinho, Gambarotta e Rafael; Apparício, Neco, Napoli, Tatu e Rodrigues. Técnico: Guido Giacominelli.
Paulistano: Kunts; Clodoaldo e Caetano; Abatte, Mello e Villela; Formiga, Mário Andrada, Friedenreich, Seixas e Netinho.
Era janeiro de 1925, mas a partida ainda era válida pelo campeonato do ano anterior. Foi no campo do adversário, o Jardim America, contra a juventude dourada do Paulistano, que o ponta-esquerda Tatu, apelido dado ao jogador graças à sua semelhança com o bicho, acertou um chute de longe e deu ao Corinthians a vitória e seu primeiro tricampeonato paulista em toda a história.
Chuva de gols:
Corinthians 10 x 5 Portuguesa
Campeonato Paulista – 12/02/1928
Corinthians: Moreno; Pinheiro e Del Debbio; Américo, Sebastião e Munhoz; Apparício, Neco, Gambinha, Rato e De Maria. Técnico: Neco.
Portuguesa: Raposo; Machado e Giby; Vasques, Salgueiro e Américo; Bellini, Salles, Maya, Yoyô e Petrone.
Nada menos que 15 gols. Nenhum outro jogo na história corinthiana teve tantas vezes as redes balançadas quanto este, válido pelo Campeonato Paulista de 1937. Apparício (um gol), De Maria (dois), Neco (três) e Rato (quatro) fizeram a festa da torcida no Parque Antárctica. O detalhe curioso é que foi um dos últimos jogos do artilheiro Neco dividindo as funções de técnico da equipe (ao todo, ele comandou o Timão em 66 partidas) e goleador.
Inaugurada a Fazendinha:
Corinthians 2 x 2 América-RJ
Amistoso – 22/07/1928
Corinthians: Tuffy; Grané e Del Debbio; Nerino, Sebastião e Munhoz; Apparício, Neco, Rato, Guimarães e De Maria. Técnico: Ângelo Rocco.
América-RJ: Joel; Hildegardo e Lázaro; Hermógenes, Floriano e Walter; Gilberto, Oswaldo, Sobral (Mário Pinto), Mineiro e Celso.
O gol mais rápido da história do Parque São Jorge foi também o primeiro: aos 29 segundos de jogo, o ponta-esquerda Alexandre De Maria marcou a reinauguração do campo como território corinthiano (após ter sido comprado do Sírio). Ele mesmo voltou a marcar e decretou o empate por 2 a 2 na partida entre os campeões paulista e carioca de 1922, ano do Centenário da Independência no Brasil.
Pra argentino ver:
Corinthians 3 x 1 Barracas (Argentina)
Amistoso – 01/05/1929
Corinthians: Tuffy; Grané e Del Debbio; Nerino, Amador e Bastos; Apparício, Peres, Gambinha, Rato e Rodrigues. Técnico: Virgílio Montarini.
Barracas: Dias; Muyano e Cherro; Clemente, Celico e Amadei; Marassi, Luna, Landolfi, Simosini e Rivarola.
Foi no Parque São Jorge a primeira vitória internacional da equipe corinthiana. De virada, Apparício, Rodrigues e Rato fizeram os gols sobre os argentinos do Barracas. No dia seguinte, nas páginas do jornal A Gazeta, o jornalista Tomás Mazzoni saudava a “fibra dos mosqueteiros”, dando origem ao apelido.
O campeão dos campeões:
Corinthians 3 x 2 Vasco
Taça Apea –23/02/1930
Corinthians: Tuffy; Rafael e Del Debbio; Nerino, Guimarães e Munhoz; Filó, Peres, Gambinha, Rato e De Maria. Técnico: Virgílio Montarini.
Vasco: Waldemar; Itália, Brilhante; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Paes, Russinho, Mário Mattos e Bahiano.
Hoje, a expressão faz parte do próprio hino do clube. Mas quando e por que o Corinthians passou a ser chamado de “campeão dos campeões”? Era apenas um amistoso interestadual, um desafio entre Corinthians e Vasco, campeões paulista e carioca. No primeiro confronto, no Parque São Jorge, vitória por 4 a 2 com gols de Filó (dois), De Maria e Gambinha. Na partida de volta, em São Januário, ia dando Vasco, 2 a 0. Mas só até os 27 minutos do segundo tempo, quando falou mais alto outra tradição: a virada corinthiana. De Maria, Peres e Gambinha marcaram uma vez cada e, no fim, a vitória valeu o título honorário de Campeão dos Campeões do Brasil.
A primeira invasão:
Corinthians 5 x 2 Santos
Campeonato Paulista – 04/01/1931
Corinthians: Tuffy; Grané e Del Debbio; Leone, Guimarães e Munhoz; Filó, Napoli, Gambinha, Rato e De Maria. Técnico: Virgílio Montarini.
Santos: Athiê; Aristides e Meira; Oswaldo, Hugo e Alfredo; Omar, Camarão, Feitiço, Victor e Evangelista.
O resultado garantiu o tricampeonato paulista para o Timão (1928/29/30). Foi a oitava conquista até então e a segunda sequência de três troféus da história. Mas a partida marcou mais por ter sido a primeira vez que a Fiel invadiu um território adversário para acompanhar o time – no caso, a goleada sobre o Santos em plena Vila Belmiro.
Oito composições de trem, com dez vagões cada uma, saíram lotadas de corinthianos da estação da Luz e do Brás para assistir aos gols de Gambinha (2), Filó, De Maria e Napoli. Na volta, muitos torcedores que vieram sem camisa no alto dos vagões, festejando o título, morreram de pneumonia e tuberculose.
Artilharia pesada:
Corinthians 10 x 1 Sírio
Campeonato Paulista – 21/05/1933
Corinthians: Rede; Conti (Segala) e Jaú; Brito, Laurindo e Munhoz; Boulanger, Baianinho, Hermes, Zuza e Rato II. Técnico: Pedro Mazzulo.
Sírio: Abdalla; Sylvério e Luizinho; Del Grande, Cahim e Miguel; Durval, Eduardo, Zaidan, Caetano e Totó.
O ano não era dos melhores para os corinthianos, mas está goleada sobre o Sírio no Parque São Jorge ficou marcada por um recorde: a atacante Zuza, com seis gols, se tornou o maior artilheiro alvinegro em uma só partida. Ninguém, até hoje, conseguiu sequer igualar a marca. Hermes (2), Rato II e Baianinho completaram a chuva de gols deste jogo válido pelo Campeonato Paulista.
Botando o Boca pra correr:
Corinthians 2 x 0 Boca Juniors (Argentina)
Amistoso internacional – 10/02/1935
Corinthians: José I; Jaú e Jarbas; Brito, Brandão e Munhoz; Teixeira, Mamede, Teleco, Carlito e Wilson (Baianinho). Técnico: Amílcar Barbuy.
Boca Juniors: Yustrich; Muysés e Valussi; Verniérres, Lazatti e Arico; Sanchez, Cárcerres, Varalo, Cherro e Cuzatti (Benevides).
Campeão argentino de 1935, o Boca Juniors foi um furacão que passou pelo Brasil. Arrasou o Botafogo (4 a 0) e o São Cristóvão (6 a 1). Empatou com o Vasco (3 a 3) e com o Palestra (1 a 1). Só parou mesmo quando chegou ao Parque São Jorge, diante do Corinthians. Mamede e Wilson, logo no início do jogo, fizeram os gols da vitória alvinegra. E só não foi mais porque o Boca impediu a cobrança de um pênalti que o juiz marcou a favor do Timão e fugiu de campo aos 20 minutos do segundo tempo.
Uma longa invencibilidade:
Corinthians 1 x 0 Portuguesa Santista
Amistoso – 08/12/1935
Corinthians: José I; Jaú e Carlos; Brito, Brandão e Ovídio; Teixeira, Carlito (Jango), Teleco, Rato I e Tedesco. Técnico: José Foquer.
Port. Santista: Rato; Doló e Romeu; Del Popolo, Archimedes e Argemiro; Palhinha, Cruz, Armandinho, TIm e Gildo.
A maior invencibilidade da história do Corinthians começa nesta partida, em dezembro de 1935. Tedesco, aos 35 minutos do segundo tempo, garante a vitória alvinegra. E a sequência vai até a derrota para o Juventus (2 a 4), um ano e três meses depois – neste intervalo, o Timão conquista o Paulistão de forma invicta. No total, foram 35 jogos sem perder, com 29 vitórias e seis empates.
Artilheiro implacável:
Corinthians 8 x 0 Lusitano
Campeonato Paulista – 08/11/1936
Corinthians: José I; Jaú e Carlos; Jango, Brandão e Munhoz; Teixeira, Carlito, Teleco, Rato I e Tedesco. Técnico: José Foquer.
Lusitano: Martins; Rapha e Alemão; Ruiz, Severino e Paco; Quim, Tonese, De Luca, Andó e Vicente.
Fazer cinco gols por partida era quase uma rotina para Teleco, o homem-gol corinthiano da década de 30. Contra o Lusitano, pelo Paulistão, ele repetiu o feito apenas 43 dias depois de ter alcançado a proeza em um amistoso contra o Bahia (8 a 1, em 27/09). Teixeira (duas vezes) e Rato I completaram a goleada.
Herói ferido:
Corinthians 1 x 0 Palestra Itália
Campeonato Paulista – 14/11/1937
Corinthians: José I; Jaú e Carlos; Jango, Brandão e Munhoz; Filó, Carlito, Teleco, Daniel e Carlinhos. Técnicos: Neco e Antônio Pereira.
Palestra Itália: Jurandyr; Carnera e Begliomini; Ruiz, Goliardo e Del Nero; Aldo, Frederico, Dula, Rolando e Mathias III. Técnico: Matturio Fabbi.
Reza a lenda que o artilheiro Teleco, com o braço machucado, não poderia ter atuado nesta partida, decisiva para as pretensões de Corinthians e Palestra no Campeonato Paulista de 1937. A lenda conta, também, que Zuza, o reserva imediato do goleador, desmaiou ao saber da responsabilidade de substituí-lo. O jeito, então, foi entrar no sacrifício.
Verdade ou exagero, o fato é que o gol heroico marcado por Teleco aos 20 minutos do primeiro tempo naquela tarde praticamente garantiu ao Timão seu primeiro título no futebol profissional.
Campeão em dois tempos:
Corinthians 1 x 1 São Paulo
Campeonato Paulista – 23 e 25/04/1939
Corinthians: Barcheta; Jango e Carlos; Tião, Brandão e Sebastião; Lopes, Servílio, Teleco, Carlito e Carlinhos. Técnicos: Armando Del Debbio.
São Paulo: Pedrosa; Agostinho, Iracino; Fiorotti, Damasceno e Felipelli; Mendes, Armandinho, Elyseo, Araken e Paulo. Técnico: Vicente Feola.
Em abril de 1939, Corinthians e São Paulo disputavam, ainda, o título do ano anterior. No domingo, dia 23, um temporal interrompeu o jogo aos 21 minutos do primeiro tempo. O resultado parcial de 0 a 1 dava o título ao rival. Dois dias depois, com os portões abertos, jogaram-se os 69 minutos restantes. Tempo suficiente para o Timão empatar com um gol de Carlito, supostamente feito com a mão, e botar no peito as faixas do bi.
O caso do galo verde:
Corinthians 2 x 0 Palestra Itália
Campeonato Paulista – 18/08/1940
Corinthians: José I; Agostinho e Sordi; Jango, Dino e Munhoz; Lopes, Servílio, Teleco, Joane e Carlinhos. Técnico: Armando Del Debbio.
Palestra Itália: Gijo; Carnera e Begliomini; Carlos, Oliveira e Del Nero; Luizinho, Canhoto, Echevarrieta, Lima e Pipi. Técnico: Caetano de Domênico.
Foi o último Corinthians x Palestra disputado no ‘terreiro’ do Timão, o Parque São Jorge (com o nome Palmeiras, o rival nunca colocou os pés lá dentro). Para provocar a torcida do time da casa, um palestrino resolveu soltar um galo pintado de verde dentro do gramado. Depois da vitória por 2 a 0, dois gols de Teleco, o animal foi devidamente depenado pela Fiel. Uma de suas penas, já desbotada, está até hoje guardada na sala de troféus alvinegra.
O bom do Rio-São Paulo:
Corinthians 4 x 1 Palestra Itália
Quinela de Ouro – 28/03/1942
Corinthians: Rato; Agostinho e Chico Preto; Jango, Brandão (Sabiá) e Dino; Jerônimo, Servílio, Teleco, Eduardinho e Milani. Técnico: Rato.
Palestra Itália: Oberdan; Junqueira e Begliomini; Oliveira, Og Moreira e Del Nero; Cláudio, Waldemar Fiúme, Echevarrieta, Lima e Pipi. Técnico: Armando Del Debbio.
Quinela de Ouro, Quinela de Ases, Taça Supremacia, Rio-São Paulo... Todos esses nomes foram dados para o mesmo torneio, que reuniu os três maiores times de São Paulo, mas Flamengo e Fluminense, do Rio, em jogos de turno único no Pacaembu.
No final, dois empates e duas vitórias – uma delas de goleada, sobre o Palestra do ex-ídolo alvinegro Del Debbio, na decisão – bastaram para o Corinthians ficar com o troféu. Dino, Jerônimo, Teleco e Eduardinho fizeram os gols e a festa da Fiel.
Homenagem póstuma:
Corinthians 2 x 0 Portuguesa
Amistoso – 08/05/1949
Corinthians: Bino; Belacosa (Rubens) e Moacir; Belfare (Palmer), Touguinha e Hélio; Noronha, Servílio, Baltazar, Edélcio e Colombo. Técnico: Joreca.
Portuguesa: Ivo; Lorico e Nino; Luizinho, Hélio e Santos; Zé Carlos, Zezinho, Renato, Pinga e Válter. Técnico: Caetano de Domênico.
Nesta partida contra a Portuguesa, pela primeira e única vez na história, o Corinthians entrou em campo vestindo camisas grenás. Era uma homenagem póstuma ao time do Torino, da Itália, que teve 18 jogadores mortos em um desastre aéreo quatro dias antes, em 4 de maio de 1949. No ano anterior, o Corinthians havia sido o único clube brasileiro a derrotar os italianos em sua excursão pelo Brasil. homenagens à parte, com a bola em jogo o Timão foi para cima: com um gol de Colombo e outro de Noronha, a equipe bateu a Portuguesa por 2 a 0.
O campeão que veio do nada:
Corinthians 1 x 1 Botafogo
Torneio Rio-São Paulo – 15/02/1950
Corinthians: Bino; Newton e Belfare; Idário, Touguinha e Hélio; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Nelsinho (Edélcio) e Noronha. Técnico: Christino Calaf e Manoel dos Santos.
Portuguesa: Osvaldo; Gérson e Nílton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal (Richard); Zezinho, Geninho, Neca (Hamilton), Otávio e Jaime (Reinaldo).
O Corinthians vinha de um modesto quinto lugar no Paulista de 1949, não tinha técnico (era treinado por dois diretores do Departamento Profissional), e, no final do ano anterior, chegou a ser goleado por 6 a 2 pelo Flamengo. No início de 1950, no entanto, as vitórias sobre Palmeiras, Vasco, Fluminense e Portuguesa, somadas a este empate por 1 a 1 com o Botafogo (Noronha fez o gol do Timão), trouxeram para o Parque São Jorge a taça do Rio-São Paulo daquele ano.
Estreia de gala:
Corinthians 4 x 1 Combinado Uruguaio
Quadrangular de Montevidéu – 30/06/1951
Corinthians: Cabeção; Homero e Rosalém; Idário, Touguinha (Roberto Belangero) e Julião; Cláudio (Nardo), Luizinho, Baltazar, Carbone e Colombo (Nelsonho). Técnico: Newton Senra.
Comb. Uruguaio: Di Mateo (Carviolon); Mathias González e Vilches; Rodríguez Andrade, Hosiris e Romero (Da Silva); Valdemar, González, Eirin Pippo (Osmar), Attilio Garcia (Cancella) e Abreu (Morati). Técnico: Juan López.
O Corinthians já passava dos 40 anos de vida quando fora do país pela primeira vez. A estreia foi no grandioso estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. No quadrangular que comemorava o primeiro aniversário da conquista da Copa do Mundo pelos uruguaios, o Timão vingou a seleção brasileira derrotada no ano anterior, goleando um Combinado do Uruguai, na cada deles, por 4 a 1 – gols de Baltazar (2), Luizinho e Nelsinho.
No time adversário jogaram três campeões do mundo: Rodriguez Andrade (médio), Mathias González e Hector Vilches (zagueiros). A final deveria ter sido contra o Peñarol, que derrotou o Bangu no outro jogo, mas não aconteceu: os uruguaios insistiram em escalar um conterrâneo como árbitro e o Corinthians, irritado, voltou para casa.
Faltam 3 títulos para os 100
Faltaram apenas três títulos para o Corinthians completar 100 anos com 100 conquistas. De 1910 até agora, o clube do Parque São Jorge levantou 97 taças, contando campeonatos nacionais, internacionais, estaduais e outros torneios. De qualquer maneira, o currículo alvinegro faz inveja a muitos clubes.
O primeiro torneio conquistado pelo Timão foi o Campeonato Paulista de 1914 e o último a Copa do Brasil de 2009. Nesse intervalo muita coisa aconteceu. Quatro brasileiros, 26 estaduais, um Mundial... Mas também um amargo jejum de 23 anos sem soltar o tão prazeroso grito de “é campeão, é campeão, é campeão”.
A longa fila, porém, virou até tema de filme. Na verdade, o que foi às telas de cinema foi a maneira como o Timão conquistou o Paulista de 1977, acabando com o jejum. Foi no estádio do Morumbi, em duelo com a Ponte Preta, e com um gol de Basílio, até hoje idolatrado pelos corintianos.
Clube paulista comemora 100 anos hoje. Calma, ainda não é o Corinthians de quem falamos...
No dia em que o Corinthians comemora 100 anos de fundação, e todas as atenções se voltam ao Timão, o parabenizamos outro tradicional time, do interior paulista. O Noroeste está fazendo festa nesta quarta-feira, pois também comemora o seu centenário. Nestes últimos anos, o Norusca vem dando alegrias à sua torcida.
Em 2004, após uma excelente campanha, o Norusca conquistou o acesso para a série A2. De forma brilhante em 2005, após 12 anos nas fases intermediárias, voltou ao seu lugar de destaque, a Primeira Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, ícone do futebol mundial, assegurando também sua vaga no Brasileirão da série C. No mesmo ano, o time conquistou o campeonato da Federação Paulista de Futebol levando-o a Copa do Brasil.
Vão sobrar atrações de música a jogo de futebol, no evento Centenário Solidário que o Noroeste promoverá nesta quarta-feira, a partir das 17 horas, no Estádio Alfredo de Castilho, para marcar os seus 100 anos de fundação. Para ver o espetáculo, basta levar um quilo de alimento não perecível, que será, posteriormente, entregue a Sebes.
O começo
Fundado em 1º de setembro de 1910, com o nome de Sport Club Noroeste, o alvirrubro de Bauru teve como primeiro presidente o engenheiro Carlos Gomes Nogueira. Logo no seu primeiro jogo, uma vitória contra o selecionado da cidade de São Manuel, por 1 x 0.
O primeiro título estadual foi do Campeonato do Interior de 1943. Na final, disputada em dois jogos contra o Guarani, o Noroeste levou a melhor. As partidas foram disputados no Estádio do Pacaembu, na capital paulista e após vencer o primeira partida com um gol do ponta-esquerda Fontes, o Norusca segurou o 0 a 0 no segundo jogo, e garantiu a taça.
Profissional
O profissionalismo chegou ao clube somente em 1948. Em março, foram inscritos os primeiros jogadores, e o Norusca passou então a ter dois times: um profissional, que disputaria o Campeonato Paulista e outro para jogar o Amador de Bauru.
A primeira competição disputada como profissional foi no próprio ano de 1948: Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Após altos e baixos, o time terminou na terceira posição da série branca do Campeonato, perdendo o acesso para o Linense e o XV de Piracicaba.
Depois de alguns anos, o Norusca conseguiu vencer a competição. Após conquistar o título da Série Verde do Campeonato, o Norusca, em uma campanha heróica, conquistou o título da Segundona, passando por cima do América, da Ferroviária, do Paulista, do Marília e do Bragantino. Foram oito vitórias em dez jogos, que renderam o primeiro acesso da história do Noroeste à divisão de elite do futebol paulista.
Sustos
O maior susto da história do Noroeste ocorreu no dia 23 de novembro de 1958. A partida era contra o São Paulo, no Estádio Alfredo de Castilho. Aos 25 minutos do primeiro tempo, a geral está em chamas. O incêndio consumiu as populares do Alfredão e causou pânico no público presente. O fogo ainda atingiu algumas casas, que ficavam nas proximidades. Cinco pessoas ficaram feridas.
A primeira queda do time veio em 66. Depois de uma fraca campanha, o time bauruense decidiu sua sorte em um jogo de desempate contra o Guarani, no Pacaembu. Como não conseguiu vencer o Bugre, acabou indo jogar a segunda divisão novamente.
Os "bons tempos" do Noroeste durariam até 1981, quando o time voltou a ser rebaixado para a Segundona. O time voltaria à elite paulista em 1984, mas voltou a cair em 1985, subindo novamente no ano seguinte. Nesse período o time bauruense ficou conhecido como "ioiô".
Homenagens
O clube, onde jogaram o defensor Xandú, falecido em julho passado, recordista de jogos, vestindo a camisa alvirrubra por 341 vezes; o atacante Toninho Guerreiro, também falecido e único jogador pentacampeão Paulista, com três títulos seguidos pelo Santos e dois sucessivos pelo São Paulo e do atual zagueiro Bonfim com 197 partidas, esteve à beira da desfiliação em 2002.
Damião Garcia, bauruense, ex-funcionário da Tilibra, empresário bem sucedido a frente da Kalunga, assumiu o clube que em 2003 devia seis meses de salários. Damião quitou dezenas de dividas, pagou 96 ações trabalhistas, investiu forte e menos de sete anos depois, vê orgulhoso o Noroeste comemorar o seu Centenário como clube referência no futebol Paulista.
O reconhecimento veio em vida. O Conselho Deliberativo aprovou e agora o complexo que abriga o estádio, centro de treinamento, campo suplementar, restaurante e o ginásio, entre outras edificações, passa a ser denominado Damião Garcia.
sábado, 3 de julho de 2010
Entrevista com o ídolo Alviazulino, Toinho de Zé Néo
Em comemoração ao aniversário de 72 anos do Ypiranga, acompanhe esta entrevista com um dos maiores gênios da história do time de futebol santacruzense, Toinho de Zé Neo, um dos maiores camisas 10 da história Alviazulina.Mala: Toinho, qual o sentimento de hoje, mesmo depois de tantos anos que você deixou os gramados, ainda ser lembrado como um dos maiores jogadores, se não o maior, da era amadora do Ypiranga?
Toinho: Eu não posso dizer que fui grande, isso cabe ao povo que me viu jogar. Sempre tive uma vida reservada como jogador, nunca fui "frouxo" sempre fui corajoso, desse "tamaninho" mas corajoso.
Mala: Você jogou em mais alguma posição, além do meio campo?
Toinho: Eu quero dizer uma coisa, eu joguei em dez posições pelo Ypiranga, só não atuei de goleiro, nas outras eu joguei e digo mais, joguei e dei conta.
Mala: Você tem alguma mágoa dos torcedores?
Toinho: Não muita, fico um pouco triste, porque, vou te dizer o que fiz, em todos os lugares onde joguei, cidades vizinhas, na Paraíba, outros eram mais famosos, mas o mais chamado era Toinho de Zé Neo, recebo homenagens nem que seja quando lembram de mim em uma "mala", mas sempre deixam outros grandes nomes de fora. Eu queria, por exemplo, que "Compadre" Tantinha fosse mais lembrado. O melhor jogador que eu vi de "beque central" foi ele, Tantinha não é lembrado como eu e como outros, é uma injustiça.
Mala: Foram quantos anos de Ypiranga? E ficou alguma lembrança especial dos tempos de jogador que possa ser citada?
Toinho: Foram vinte e três anos, e eu me lembro que certa vez aconteceu um campeonato aqui em Santa Cruz do Capibaribe, e um time chamado Santa Cruz acabou contratando quase todos os jogadores do Ypiranga, ficaram três ou quatro, vieram até me contratar, mas eu não quis, e o Ypiranga, com esses três ou quatro, inclusive eu, foi campeão. Poucas pessoas devem lembrar disso, mas aconteceu e eu estava lá.
Entrevista com Seu Luiz, Fuuncionário do Ypiranga, atualmente de licença
Funcionário por quase quarenta anos, Seu Luiz é mais que um funciorário, ele é talvez o próprio Ypiranga, assim como vários outros torcedores ilustres também são. Nesta entrevista ele disse: "Eu gosto tanto do Ypiranga que o tenho como se fosse meu". Seu Luiz, tenha certeza, o Ypiranga é seu. Confira uma entrevista emocionada dele à Mala Esportiva.Mala: Seu Luiz, como o senhor se sente sendo considerado um dos símbolos eternos do Ypiranga?
Seu Luiz: É uma satisfação imensa, pois o Ypiranga é um símbolo de Santa Cruz do Capibaribe, é o símbolo de todos nós, todos nós passamos, o Ypiranga não, Ele fica. Meu Ypiranga é uma coisa extraordinária, para mim é emocionante ser lembrado como alguém que foi importante na história do Ypiranga.
Mala: Seu Luiz, quantos anos de Ypiranga?
Seu Luiz: Como funcionário foram cerca de quarenta anos, eu estou afastado há quase três anos por motivos de saúde, mas quero urgentemente voltar, o Ypiranga faz parte da minha vida e eu quero dar minha contribuição até o fim da minha vida, é meu dever ajudar o Ypiranga como eu puder.
Mala: Seu Luiz, que cor é o seu sangue?
Seu Luiz: Meu sangue com certeza é Azul, Azul e Branco. Eu lutei muito tempo por esse time e me acostumei com suas cores, com tudo relacionado ao Ypiranga, eu tenho esse time como se ele fosse meu. (choro contido)
Mala: Amigos da Mala Esportiva, é impossível não se emocionar com este depoimento de Seu Luiz, e só o que tenho a fazer é abraçá-lo e em nome dos torcedores do Ypiranga como eu, Walter Miro, agradecê-lo por tudo.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Relembre frases que marcaram a década do esporte mundial
Nesta época, é comum fazer retrospectiva de tudo o que aconteceu no ano. Mas como o fim de mais uma década se aproxima, vale também lembrar o que aconteceu de relevante nos últimos dez anos no esporte mundial.
Este espaço seria pequeno para listar tudo o que aconteceu dentro das pistas, quadras, campos, praias de todo o mundo. Mas fizemos uma lista de 12 frases que ficaram marcadas na década que passou.
O golfista Tiger Woods, o ex-futebolista Marc-Vivien Foe, o agora novamente piloto Michael Schumacher, o velocista Usain Bolt e até o atacante brasileiro Ronaldo foram personagens das frases marcantes da década.
"Tenho certeza que o sexo não seria tão gratificante como ganhar a Copa do Mundo. Não é que o sexo não seja bom, mas a Copa do Mundo é a cada 4 anos, e o sexo não"
Do atacante brasileiro Ronaldo, após marcar os dois gols que deram ao Brasil a quinta Copa do Mundo em 2002.
"Eu sou o Lightning [Relâmpago] Bolt. Não sou o Flash Gordon ou qualquer outro. Meu nome é Lightning Bolt"
Do velocista Usain Bolt, após conseguir o segundo recorde mundial na Olimpíada de Pequim 2008
"Eu arremessei a pia da cozinha nele, mas ele foi ao banheiro e voltou com sua banheira"
Do tenista Andy Roddick, após perder para Roger Federer na final de Wimbledon em 2004
"Ele pode ser humano, mas é de um planeta diferente; uma galáxia diferente"
Do nadador russo Alexander Sukhorukov sobre Michael Phelps, contra quem competiu nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
"Garotos, mesmo se for preciso morrer no gramado, nós temos que vencer esta semi-final"
Do jogador Marc-Vivien Foe aos seus companheiros de Camarões no intervalo de uma partida na Copa das Confederações. Trinta minutos depois, o meia desabou e morreu em campo logo depois.
"Todas as pessoas que me crucificaram na TV são as mesmas que queriam ser fotografadas comigo após cada sucesso. Mas após a crucificação vem a ressurreição"
Do velocista grego Costas Kenteris após não disputar a Olimpíada de Atenas por suspeita de doping
"Depois de muita pesquisa, eu decidi fazer uma pausa por tempo indeterminado no golfe profissional. Eu preciso centrar a minha atenção para ser um marido melhor, pai e pessoa"
Tiger Woods em seu site pessoal, depois de admitir que ele tinha sido infiel a sua esposa
"Ele é como um carro que anda como uma Ferrari, mas é construído como um trator. Ele simplesmente nunca quebra"
David Coulthard elogiando o desempenho de Michael Schumacher na Fórmula 1
"Este jogo não é matemático. É futebol, e no futebol dois mais dois raramente é igual a cinco. Às vezes é igual a três. Outras é igual a quatro"
Do Técnico Leo Beenhakker, que dirigiu Trinidad e Tobago na Copa do Mundo de 2006.
"Ele é como um cientista louco com alguns desses caras. A maioria dos treinadores vai corrigir erros depois de ver o filme do jogo. Já ele, inferno, corrige os erros em campo imediatamente"
Gene Upshaw, chefe da NFL Players Association, sobre o técnico Bill Belichick após o Patriots ganharem a sua terceira Super Bowl em quatro anos.
"Estes dias, você joga no campo de golfe e joga contra o Tiger. Você pode bater o campo, mas isso não significa que você baterá o Tiger"
Do golfista Ernie Els sobre Tiger Woods
"O que eu acho realmente horrível consiste em organizar este tipo de caça a uma pessoa, onde um homem como Osama bin Laden ainda está sendo caçado"
Do esquiador austríaco Hermann Maier sobre a caça ao técnico de biatlon Walter Mayer, que fugiu da Olimpíada de Inverno de Turim 2006 após os episódios de doping no time
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Coritiba Foot Ball Club, 100 anos de história
O primeiro clube paranaense da história e o primeiro a conquistar o Campeonato Brasileiro completa hoje, dia 12 de outubro de 2009, 100 anos de idade, trata-se do Coritiba Foot Ball Club.
Como tudo começou
Um grupo de jovens de origem alemã, residentes na cidade de Curitiba, capital do Paraná, através de Frederico Fritz Essenfelder tiveram o primeiro contato com o futebol, até então uma novidade na cidade. O deslumbramento com o esporte foi imediato. Daí, aquele grupo resolveu então criar um clube para reunir os novos adeptos da modalidade. A fundação do Corytibano Foot Ball Club se realizou no Teatro Hauer, no dia 30 de janeiro de 1910.
Porém, João Vianna Seiler, o primeiro presidente, resolveu adotar o 12 de outubro de 1909 como data oficial, por ser o dia em que o time recebeu o primeiro convite para disputar um jogo amistoso em Ponta Grossa, perdido por 1 x 0 para o time local. A revanche veio no dia 12 de junho, quando o então renomeado Coritiba derrotou o mesmo adversário por 5 x 3, desta vez jogando em casa.
O nome
Alguns amantes do futebol têm dúvidas sobre o motivo da grafia do clube com "o" e não "u", como a cidade berço do clube, a explicação é a seguinte: quando o clube foi fundado, a grafia da capital era aceita das duas maneiras. Quando a cidade resolveu oficializar apenas a palavra com "u", o clube preferiu manter o nome tradicional, com "o". E já que o assunto é nomenclatura Alviverde, vale esclarecer a origem do termo "coxa-branca", que foi usado pela primeira vez em um "Atletiba" de 1941 contra um alvo específico e em sentido pejorativo. Um dirigente do Atlético-PR procurou ofender o zagueiro alemão que jogava na equipe alviverde, Hans Egon Breyer. Mas o efeito foi contrário: motivou os companheiros do jogador, que se empenharam para derrotar o rival por 3 x 1. Desde então, "coxa-branca" foi adotado como elogio e marca de uma identidade.
Nova casa
Em 1932, o Coxa fundou o Estádio Belfort Duarte, inaugurado em uma partida contra o América do Rio, vencida por 4 x 2, no jogo, a bola foi lançada de um avião para o início da partida. Em sua nova casa, o clube entrava forte na disputa pela hegemonia do futebol paranaense, objetivo alcançado entre os anos de 1931 e 1947. Neste período, o time ganhou oito títulos se tornou o mais vitorioso do Estado, posto que não largou até os dias de hoje (o Coritiba ostenta 33 troféus no total). Na década de 60, o time chegou a ficar oito anos de jejum, mas sob a administração do lendário presidente Evangelino da Costa Neves, conquistou o título em 1968. Neste período, foi iniciada a profissionalização do departamento de futebol, assim como fez o seu rival, Atlético-PR, e os dois times passaram a dominar o cenário regional.
Período de ouro
Os anos 70 e 80 são períodos de ouro na história do Coxa. Entre 1971 e 79 foram nada menos que nove títulos paranaenses em dez campeonatos disputados. O clube foi hexa e depois tetracampeão. Só não conquistou 11 títulos seguidos devido ao "intruso" Maringá, campeão em 1977. Neste mesmo ano, o estádio Belfort Duarte passaria a se chamar Estádio Major Antônio Couto Pereira. Em uma excursão por Europa, África e Ásia em 1972, foi homenageado com a Fita Azul, símbolo da série invicta contra os advesários internacionais. Motivo de grande orgulho também foi a conquista do Torneio do Povo em 73, competição que reunia as principais equipes do Brasil naquele ano: Atlético-MG, Bahia, Internacional, Flamengo e Corinthians, estes dois últimos contando com craques como Zico e Rivelino. Um dos destaques da competição foi Dirceu Krüger, meio-campista que fez história como jogador, técnico e hoje é funcionário do clube.
Selo Comemorativo
Para homenagear o centenário, o Coritiba criou um selo que conta parte de sua história em sua simbologia, eis o selo:
No selo existem vários símbolos alusivos à história do clube: O formato do escudo central remete ao início da história do clube; Na parte inferior do escudo, existem três faixas verticais, simbolizando os 33 títulos estaduais; Na parte superior do escudo, as listras simbolizam o primeiro uniforme do coxa-branca, as listras, que são seis também simbolizam o hexacampeonato paranaense, conquistado entre 1971 e 1976, com a união dos dois elementos, os 36 presidentes que ajudaram a construir esta bela história são homenageados; a Fita Azul conquistada em 1972 também é lembrada, na fita que na parte inferior do escudo leva o ano de fundação e o ano de centenário e o apelido do clube; em torno do escudo, os detalhes em verde e amarelo remetem à conquista do Torneio do Povo em 1973, a primeira conquista de um torneio nacional por um clube paranaense; No centro do escudo, a lista transversal em leve tom de cinza, fazem uma homenagem à conquista da Série B do Campeonato Brasileiro; A cima do escudo, a estrela simboliza a maior conquista do Alviverde paranaense, o Campeonato Brasileiro de 1985; O nome "Coritiba" vem sobre todo o escudo, em alusão às camisas de goleiro e ao uniforme 2 na década de 1940, chamadas de "uniforme de gala", utilizadas em jogos interestaduais, como na inauguração do Estádio Pacaembu, em São Paulo, quando o Coritiba veio então ser conhecido nacionalmente; O número 100 no centro do escudo faz referência ao centenário do clube, com os números unidos e os dois zeros entrelaçados, simbolizando a união do clube e da sua torcida, a palavra "anos" está dentro do segundo zero, para lembrar que a história é construída a cada dia que se passa; O slogan: "Ontem - Hoje - Eternamente", faz homenagem ao maior patrimônio do clube, o seu torcedor.Nos dias de hoje, o Coritiba não têm tantas glórias para comemorar, o clube passa por uma temporada complicada e luta para se manter na elite do futebol nacional, mas hoje é dia para se comemorar e felicitar o Coritiba Foot Ball Club, parabéns pelos seus 100 anos de história!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Presente de Deus! Lateral-direito Joãozinho acaba de ser papai!
Na última sexta-feira, dia 17/07/2009, o lateral-direito Joãozinho, com excelentes passagens pelo Ypiranga em 2008 e 2009, foi papai pela primeira vez.Hoje no Atlético de Cajazeiras-PB, João Ferreira Matos e sua esposa, Suziane Gomes Dias, festejaram a chegada de Thayna Gomes Matos, que nasceu na cidade de Itapajé-CE.
Joãozinho está muito alegre e não é para menos, papai pela primeira vez, ele viu o seu "Presente de Deus" nascer plenamente saudável.
Thayna veio ao mundo pesando 3,5 kg e medindo 47 cm.
Ainda no seu aniversário, comemorado em 1º de abril, Joãozinho já falava na alegria de ser papai: "O meu maior presente esse ano será o nascimento da minha filha em julho, serei papai pela primeira vez e estou muito feliz."Parabéns mais uma vez Joãozinho, felicidades e saúde para sua filhinha, são os votos da Mala Esportiva e dos torcedores fiéis do Ypiranga!
sábado, 18 de julho de 2009
Entrevista com Pablo Renan e Humberto Barbosa
Conversamos com os coordenadores do projeto de judô "Caminho Suave - Plantando sementes, colhendo campeões", vale a pena conferir
domingo, 5 de julho de 2009
Há 50 anos, Maria Esther Bueno conquistava Wimbledon
Neste final de semana, o Brasil comemora uma data importantíssima para o esporte nacional.
Há 50 anos, Maria Esther Andion Bueno entrou na Quadra Central de Wimbledon para sua primeira final de Grand Slam e, como mandava a tradição, fez uma reverência em direção ao Camarote Real.
Naquele 4 de julho, a jovem de 19 anos venceu a americana Darlene Hard por 2 x 0, com parciais de 6/4 e 6/3, em 43 minutos, e se tornou a primeira sul-americana campeã do torneio.
Neste sábado, a brasileira, chamada apenas de Maria Bueno pelos britânicos, foi uma das convidadas de honra e esteve no camarote para acompanhar a decisão do torneio feminino, disputado entre as irmãs Williams, onde Serena venceu Venus e se sagrou campeã do torneio pela terceira vez.
No mais tradicional torneio do tênis, esporte que pouco alterou as regras estabelecidas no século 19, ela acompanhou o jogo com algumas mudanças que poderiam ter prolongado sua carreira e tornado-a ainda mais recheada de feitos.
Um ano antes do triunfo individual, Maria Esther havia conquistado o título de duplas em Wimbledon ao lado da já consagrada americana Althe Gibson. Foi o primeiro de oito conquistas no All England Lawn Tennis Club - foram três em simples e cinco
Apesar
Em 1960, Maria Esther defendeu seu título com maestria ao vencer a sul-africana Sandra Reynolds por 8/6 e 6/0.
Nesse mesmo ano, a brasileira conquistou outro feito histórico e se tornou a primeira mulher a fechar o Grand Slam (títulos no Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Aberto dos EUA) em duplas.
Em simples, ela também conseguiu quatro títulos do Aberto dos EUA. Nas duplas, feminina e mista, amealhou 19 títulos de Grand Slams.
Mas a overdose de jogos causou problemas. Maria Esther conta que, em seu auge, após uma semana chuvosa em Londres, os jogos encavalaram e ela teve que disputar mais de 120 games em um dia, entrando em quadra às 14h e saindo após as 22h.
Com o agravante que, em duplas mistas, o jogo é sempre direcionado nas mulheres.
Seu corpo não aguentou. Foi um longo período no estaleiro e 15 cirurgias no braço.
A situação de Maria Esther poderia ser aliviada com o teto retrátil, inaugurado neste ano (que evitaria tantos atrasos), e com o tie-break (parciais como 15/13 e 16/14 eram comuns na época).
Mesmo minada por contusões, Maria Esther, que recebeu
Maria Bueno, como chamam os britânicos foi eleita a melhor tenista latino-americana do século 20, sempre será reverenciada na grama sagrada do tênis, Wimbledon.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
"Ypiranga, meu Amor Maior", por Walter Miro
A Mala Esportiva, mesmo sem contar com profissionais formados na área da comunicação (ainda), sempre procurou agir nesse período em que estamos em atividade com o máximo de profissionalismo possível, sempre visando a imparcialidade nas notícias aqui divulgadas.
Mas não é todo dia que o seu time de coração faz aniversário, e eu Walter Miro, não poderia deixar passar em branco essa data, onde o meu querido e Glorioso Ypiranga faz 71 anos. E será com um texto pessoal que tentarei homenagear o aniversário do time.
"Ypiranga, meu Amor Maior", por Walter Miro
Na minha família é possível encontrar torcedores das mais variadas agremiações desportivas desta Nação. Torcedores de clubes do eixo-sul-sudeste, torcedores de times da capital pernambucana. Mas acho que você não escolhe o time, já nasce torcedor, foi o meu caso.
Filho de pai Rubro-Negro, e criado para tal, fui teimoso e escolhido para torcer para o time da minha cidade, é verdade que nasci em Caruaru, por que infelizmente não pude escolher, mas gostaria de ter nascido em Santa Cruz do Capibaribe, apenas para ser "irmão de terra" do meu time de Coração.
Não há emoção maior do que poder acompanhar o cotidiano do seu clube de coração, emoção que aqui em nossa cidade poucas pessoas têm, eu particularmente considero um privilégio poder bater no peito e gritar aos quatro ventos "SOU ALVI-AZULINO COM MUITO ORGULHO!", e como tal, tenho como acompanhar desde os bastidores até o que aparece para o grande público. Sei de muitas coisas que aconteceram nesses poucos dias em que posso fazer parte dos comunicadores que convivem com a realidade do Ypiranga, algumas delas indignas da sua história e tradições. Mas ao contrário do que facilmente fariam alguns, não viro as costas para o meu Azulão, diante de tais fatos e se um dia eu "virei a casaca", foi para me tornar Alvi-Azulino NATO.
Se como dizem alguns torcedores "a diretoria é distante do torcedor", "a parte social do Clube vive praticamente abandonada", dentre outras coisas, vale lembrar que isso tudo é passageiro, até nós somos passageiros, o Ypiranga não, ele é imortal, é mais antigo do que a própria cidade de Santa Cruz do Capibaribe, enquanto município emancipado. Todos os habitantes dessa cidade, têm uma história, um fato marcante para contar e citar o Ypiranga, por mais simples que seja, uma felicidade, uma frustação, seja lá o que for, mas o Ypiranga faz parte de todos dessa terra.

A minha maior emoção com relação ao Ypiranga, fará aniversário de cinco anos no próximo dia 15, quando faremos 5 anos de primeira divisão estadual. Como esquecer a tarde em que passei com amigos, ouvindo músicas para diminuir a tensão e vontade de ir para o jogo contra a então Desportiva Vitória, nesse dia recordo de apenas uma música, que talvez defina o meu sentimento pelo Ypiranga: "Amor Maior", da banda mineira Jota Quest. No jogo, como esquecer os 3 x 2 de virada, o gol de Fabinho, a invasão do gramado pela torcida, pessoas, inclusive eu, andando de joelhos pelo gramado e agradecendo aos céus, (no meu caso, à Nossa Senhora de Aparecida) e o choro abraçado ao meu pai dizendo, "Pai, nós conseguimos, nós somos de PRIMEIRA".
Outras emoções de grande porte também podem ser citadas como ter cedido a bandeira com a qual o Juniores se apresentou na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2009, vitória sobre o Manchete em 2005, em Caruaru, a virada sensacional sobre o Itacuruba no mesmo 2005, no Limeirão o gol épico, e digno de uma placa, muito mais bonito do que o de Maradona em 1986, marcado pelo meu "maestro", Wilson Surubim, em 2006, contra o Sport, a vitória sobre o Santa Cruz com direito à expulsão e Carlinhos Bala, também em 2006, a humilhante vitória sobre o Náutico por 2 x 1, fora o baile em 2007, no Limeirão durante o ano corrente, os 9 x 0 diante do Serrano.
Talvez a emoção que mais se assemelhe à emoção do acesso, a minha primeira narração de um gol do meu time de coração, Fagner, contra o Porto, nos 4 x 2, depois, um gol de Wilson Surubim, Assis, e o menino Marcelo. Nesse jogo, o amigo Pablo Ricardo, que filmou os jogos do certame 2009 teve trabalho para reduzir o volume da narração, pois eu berrei e admito, porém foram gritos de emoção, por garantir mais um ano de primeira divisão. "Fagner, é da Máquina, é da minha Máquina", até hoje essa narração é lembrada por alguns amigos meus.
E sem falar na amizade com pessoas do nível de Reginaldo Sousa, técnico em 2008, hoje no Treze-PB, que sempre me atendeu com muita gentileza e paciência, Valmir Sabino, um dos maiores e melhores profissionais que vi trabalhar na vida, e muitos outros que não citarei para não ser injusto.
Por causa de emoções como as citadas, emoções que até hoje me arrepiam, como no momento em que escrevo estou, choro de felicidade por poder dizer que tenho sangue azul e branco assim como Sêu Luiz, Geraldo, Bilim, Quinha, o Hippie e tantos outros.Para fim de conversa, pois ainda estou comemorando nosso aniversário, apenas posso dizer: PARABÉNS MEU YPIRANGA, MEU AMOR MAIOR!
sábado, 16 de maio de 2009
Crônica de uma navegante da Mala
A navegante Venéttia Alves, 23 anos, acessa a Mala de Fortaleza-CE e gostaria de compartilhar o seu sentimento sobre o que algumas esposas pensam sobre o futebol, com muito humor ela redigiu uma crônica e nos enviou, entitulada "O meu marido e a gordinha", que adaptada, poderá ser apreciada pelos amigos navegantes da Mala Esportiva.
Caso queira ter seu texto sobre esportes publicado na Mala, nos envie por e-mail:
(Venéttia Alves)
Eu sou loira, linda, faço dieta pra manter o peso, malho, malho, malho... São horas de tortura na depilação, isso sem falar na chapinha ... gloss ... texturizada e sei lá quantos tipos de puxadas de cabelo.
Vou ao Shopping comprar a roupa mais atraente, loção pro corpo, pro rosto, anti-ruga, limpeza de pele, manicure, pedicure... Procuro aula de ioga, danças...
Acho que já tentei de tudo para ele ser só meu. Mas parece que a gordinha fez alguma mandinga que a torna atraente, porque mesmo que eu tente, que eu invente, ela sempre dá um jeito de chamar atenção dele.
Há dias em que ela aparece na televisão, outros num papo com os amigos, às vezes na quadra, muitas vezes no campo... ela sempre dá um jeito.
A BOLA é assim: Sempre aparece quando eu menos desejo."
sexta-feira, 1 de maio de 2009
15 Anos sem Senna
No dia 1º de maio de 1994, ao vivo pelas televisões, brasileiros e fãs de automobilismo ao redor do mundo acompanharam uma das maiores tragédias da história do esporte. Ayrton Senna da Silva escapou com a sua Williams na curva Tamburello, na sétima volta do GP de San Marino e chocou-se violentamente contra o muro.
Largando na pole position, Senna liderava o GP de San Marino, seguido de perto pelo alemão Michael Schumacher. Pela câmera on-board no carro do futuro heptacampeão mundial de Fórmula 1, pôde-se acompanhar a escapada e a pancada do carro do brasileiro em Ímola.
No momento do acidente, passaram-se alguns minutos até chegar o safety car e o carro médico. A corrida recebeu bandeira vermelha e as imagens do atendimento ficaram distantes. O drama começou.
O piloto, que tinha 34 anos de idade, 10 na categoria, estava com o seu destino nas mãos dos médicos. Uma das barras do carro se desprendeu a perfurou o capacete, causando traumatismo craniano. Senna foi atendido na pista e levado de helicóptero para um hospital em Bolonha. O óbito foi anunciado às 13h40 (de Brasília).
A morte do maior ídolo esportivo do Brasil, na época, com certeza um dos maiores atletas de todos os tempos, causou comoção no País e no exterior. O corpo de Senna chegou de avião a São Paulo e teve recepção como de um Chefe de Estado. O velório foi na Assembléia Legislativa do Estado, e por onde o corpo passava, arrastava multidões. Na quinta-feira, dia 5, Senna foi enterrado no Cemitério do Morumbi.
Novata na Fórmula 1, a Mala Esportiva achou apenas uma maneira digna de homenagear AYRTON SENNA DA SILVA E DO BRASIL, um clipe com o "Tema da Vitória", executado tantas vezes nas manhãs de domingo.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Valmir dedica vitória fantástica para sua família
Quando a fase é boa, vale tudo.Ontem, após o massacre da Máquina do Interior sobre o Jumento de Aço do Sertão, o preparador físico Valmir Sabino ainda comemorando com os jogadores, pediu para mandarmos um "alô" para sua família em Goiás.
Pensamos: A alegria é tanta, por que não tirar uma foto do próprio Valmir mandando um beijo vitorioso e um abraço para sua família?
Aí está. Esperamos repetir pelo menos mais duas vezes esse gesto no ano.
"Estamos colhendo o resutado vitorioso e além do esperado de mais uma semana de trabalho, Eline, um beijão, Dona Aparecida , Wellington, Vicente, Eliane, Gustavo, Henrique, Bruno, Guilherme e Virgínia, essa goleada é pra vocês!"
sábado, 4 de abril de 2009
Sport Club Internacional: 100 anos de glórias
Fotos: www.internacional.com.br e Mala Esportiva
Um dos mais vitoriosos clubes da história do futebol brasileiro completa hoje 100 anos, trata-se do Sport Club Internacional.
Como fizemos ano passado com o Clube Atlético Mineiro, também homenagearemos o glorioso Inter.
A ORIGEM
A origem do Sport Club Internacional está associada a três integrantes da família Poppe: Henrique (foto), José e Luis.Eles chegaram a Porto Alegre, em 1908, vindos de São Paulo, e logo abriram uma loja.
Como não foram aceitos como membros do Grêmio de Foot-Ball Portoalegrense por não terem descendência germânica, os Poppe tentaram ainda outros clubes da cidade. Jovens de 20 e poucos anos, eles queriam praticar esportes, de preferência o futebol. Mas o Grêmio, que já existia há seis anos, se fechou para eles. E também os clubes de remo, de tiro, de tênis. A desculpa era sempre a mesma: gente recém chegada, pouco conhecida. A dificuldade que os Poppe encontraram acabou servindo de motivação para a criação de um novo clube
BANDEIRA
A bandeira do Sport Club Internacional é formada de dois triângulos-retângulos com as cores oficiais vermelho e branco, ficando o triângulo branco com a base para a esquerda e o vermelho com a base para a direita. No canto de cima, do lado direito, aparecem as iniciais entrelaçadas do Clube e a data de fundação.No Beira-Rio, os torcedores podem contemplar uma bandeira de 110 metros quadrados em um mastro de
ALGUNS CRAQUES E MASCOTE
O "Inter" é conhecido como o time da massa gaúcha e já foi defendido por jogadores de nível nacional e internacional, como Carlitos, Larry, Ruben Paz, Carpegiani, Claudiomiro, Dunga, Dario, Figueroa, Gérson, Taffarel, Mauro Galvão, Manga, Lúcio, Gamarra, Tesourinha, Fernandão, Rafael Sóbis, Iarley, Bodinho, Lula, Mário Sérgio, Dadá Maravilha, Índio, Nilmar, Alex, Clêmer, Alexandre Pato, e tantos outros encantaram e encantam o torcedor colorado.Com o tempo, o Negrinho acabou virando o Saci, aquele que gosta de armar ciladas contra as pessoas, coisa que no futebol os colorados sempre gostaram de fazer contra os adversários.
Na verdade o Negrinho que acabou virando Saci foi uma forma pejorativa que os torcedores de outros times encontraram para denegrir o Internacional, por ser o primeiro clube de expressão do futebol gaúcho a admitir negros em seu elenco de atletas, caso semelhante ao da também centenária Ponte Preta-SP, conhecida como Macaca, mas os torcedores espirituosos acabam transformando as provocações em símbolos.
HINO
No final dos anos de 1950, o Inter promoveu um concurso para eleger o seu hino, houveram muitos candidatos, mas nenhum satisfez à comissão julgadora.Em uma tarde onde o Inter estava perdendo para o Aymoré, um torcedor em uma mesa de bar, aborrecido pelo resultado do time compôs uma letra que agradou a todos e nasceu do sofrimento após ver o time perder uma partida. O compositor do hino Celeiro de Ases é Nélson Silva, carioca, compositor de morro, e que morava em Porto Alegre.
Celeiro de Ases (Nélson Silva, 1957)
Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue a tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil
É teu passado alvi-rubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul
ESCUDO

O escudo em sua essência sofreu poucas alterações, a mais sentida mudança visual é na quantidade de estrelas como menções a títulos conquistados pelo Internacional, o escudo 'original' já chegou a ser modificado três vezes em um ano, após a conquista da Libertadores, do Mundial Interclubes e da Recopa Sulamericana, que rendeu ao Inter a Tríplice Coroa.
Hoje o Internacional conta com o maior quadro de associados do Brasil e da América Latina, são mais de 80 mil sócios torcedores.
PARABÉNS SPORT CLUB INTERNACIONAL!
MALA ESPORTIVA - LEVANDO O MELHOR DO ESPORTE ATÉ VOCÊ!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Parabéns Joãozinho!
Hoje, dia 1º de abril é um dia muito especial para um jogador do Ypiranga.
O lateral direito João Ferreira Matos, ou apenas Joãozinho está fazendo idade nova, é o seu segundo aniversário defendendo o Ypiranga. Satisfeito por estar com saúde e trabalhando, Joãozinho espera ser titular no Clássico contra o Central, amanhã em Caruaru.
"O meu maior presente esse ano será o nascimento da minha filha em julho, serei papai pela primeira vez e estou muito feliz, mas o presente imediato que eu quero é a titularidade no jogo contra o Central para poder ajudar o Ypiranga a se garantir na primeira divisão aqui em Pernambuco."
Ainda em 2007, quando a Mala Esportiva ainda nem tinha esse nome, era um blog de endereço quilométrico, João que acabara de se contundir em um amistoso contra a Queimadense, no jogo em que ele marcou seu primeiro gol com a camisa Alviazulina, que foi o primeiro gol da temporada, atendeu gentilmente a nossa equipe em um sábado ensolarado e não teve pressa de nos 'dispensar', ajudando a registrar uma das fotos mais espontâneas da nossa breve história, mesmo contundido, ele tinha esperanças de atuar pelo Ypiranga e agradar a torcida.
Demorou, só no segundo turno, no "hexagonal da vida" em uma partida disputadíssima contra o Sport, que Joãozinho pôde voltar a defender a Máquina em campo, sua velocidade e toques diferenciados, fez com que recebesse marcação especial, tão de perto que nem com o Ypiranga na defesa ele tinha sossego.
Esse ano Joãozinho voltou ao Ypiranga e defende com muito orgulho o time de Santa Cruz do Capibaribe, parceiro da Mala que é, certa vez parou um treino recreativo para tirar duas fotos para nosso blog, uma delas é essa aí abaixo.
Grande caráter, bom jogador, amigo pessoal da equipe Mala Esportiva, João Ferreira Matos, te desejamos muitos anos de vida, grandes atuações com todas as camisas que você defender, saúde para sua primeira filha e sucesso, dos amigos Walter Miro e Juan Cassio.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Garantindo o sustento longe de casa, não é mole a vida do Profissional da Bola
Para quem pensa que viver do futebol é apenas colher os frutos do trabalho, se engana e muito. Os Profissionais da Bola sofrem com a distância de suas casas e a saudade dos familiares, amigos, etc.
Em alguns casos, os jogadores criam raízes em cidades que chegam, constituem família, negócios. Os que não conseguem criar laços, pelos mais variados motivos, viram "ciganos", nômades do futebol.
Alguns jogadores, em nome do sustento da família, não presenciam momentos marcantes das suas vidas, para garantir que a vida das pessoas que amam seja melhor, com mais oportunidades.
A Mala Esportiva acompanhou durante a semana alguns jogadores de perto e colheu alguns depoimentos de profissionais que hoje integram o elenco do Ypiranga, "ciganos que estão acampados" em Santa Cruz do Capibaribe.
Maurício: "A última oportunidade de jogar longe de casa que eu tive foi em 2006, de lá pra cá eu me fixei de vez aqui no Ypiranga, até porque eu tenho outros afazeres quando acaba o campeonato, tenho raízes nessa cidade, e vou levando a vida por aqui mesmo. Em 2001, eu joguei em Petrolina, passei quase seis meses sem poder vir à região Agreste, quando passamos de fase e pudemos vir 'para esses lados' foi melhor, uma oportunidade de ver a família. Vê-los é importante, dá para desabafar, tirar o estresse da profissão com eles, a família é muito importante, por isso que a maioria dos jogadores casados gostam de atuar nos clubes e levar a sua família como porto seguro."
Ila, meio campo: "É difícil estar tanto tempo longe de casa, mas a família entende que o que fazemos é pelo bem deles, e sentimos saudades mas esse é nosso trabalho, quando temos férias vamos onde eles estão, eu já fui para o CRB-AL e passei mais de um ano e meio sem ver meus entes no Recife, foi bem difícil."
Júlio Cesar, volante: "Sair de casa para ganhar a vida é uma escolha difícil, mas gratificante, sair em busca dos nossos objetivos às vezes dói, mas é algo que tem que ser superado, eu já passei um ano longe de casa, ainda não era casado e deixei minha família, meus amigos lá no Rio de Janeiro para conquistar meu sonho."
Evandro, Atacante: "A saudade de casa é muito grande, estou no Ypiranga há quase um ano e meio, o clube já me deu condições de ir rever minha mãe e meus parentes e amigos, passei 15 dias lá com eles e voltei, mas a saudade sempre fica um pouco, espero ir lá novamente após o Pernambucano, se não der, 'bola pra frente', vou continuar aqui em Pernambuco, eu sei que a torcida por mim lá é grande e eu agradeço muito por isso."
Juninho Borracha, meio campo: "Muitas vezes o jogador sai ainda jovem de casa, às vezes pela situação financeira, mas em busca de um sonho de se tornar profissional, poder dar uma condição de vida melhor para as pessoas que amamos. Quando passei três anos longe de casa, em excursão pela França, inclusive eu fiquei lá jogando mas depois voltei, senti muita saudade da Bahia, da minha família."
Wilson Surubim, volante: "Antigamente, ficar longe de casa por muito tempo, eu achava que era um grande sacrifício, até porque nunca tinha saído de Toritama-PE por longos períodos, fui jogar no Guarani-SP e pensava comigo o tamanho do sacrifício que estava fazendo, mas com o tempo, vi que não é tão duro assim, porque foi a vida que escolhi, e graças a Deus eu estou trabalhando já há mais de 10 anos e sobrevivendo do futebol, tenho certeza que quando eu parar de jogar, vou sentir muitas saudades do ambiente que envolve essa profissão. O maior período de tempo que eu fiquei longe de casa, foi quando eu tinha 18 anos e passei um ano e meio em Campinas-SP, jogando no Guarani."
Marcone, zagueiro: "Nós vivemos longe de nossas famílias, é ruim ficar sempre ligando para os familiares, principalmente no meu caso, a minha mãe, que se preocupa comigo, quando estou contundido por exemplo.A vida de jogador é como todos dizem, muito 'cigana', um dia está em um clube, em um estado, no outro dia já está em outro local completamente diferente, mas nós temos que agarrar com força a profissão que escolhemos e passar por cima de tudo, eu por exemplo passei dois anos sem vir a minha casa (Solânea-PB), quando atuava no futebol francês, longe do meu filho que inclusive nasceu quando eu estava lá, minha esposa me deu a notícia que estava grávida e só o conheci muito depois do seu nascimento."
Felinho, preparador de goleiros: "É uma vida, pode se dizer até sofrida, não só nós que vivemos da bola, mas todos os profissionais que trabalham longe de suas casas, longe de suas famílias, quando conseguem levar as famílias, eles também sofrem um pouco, para deixar empregos, entes queridos, as crianças sempre mudando de colégio, todos têm algum tipo de prejuízo, porém por outro lado, é gostoso fazer algo tão prazeroso, e dar alegrias aos times que estamos, conhecemos muitas pessoas. Com certeza, tudo tem que ter um sacrifício, e em nome da bola e do sustento, é com muito prazer o que fazemos. Eu tenho a felicidade de graças a Deus estar perto da minha cidade (Caruaru-PE), e ter a facilidade de poder ir quando quiser depois dos treinamentos até lá, mas eu evito o desgaste e o gasto financeiro de estar com frequencia me deslocando daqui até lá."
Valdo Bahia, lateral esquerdo: "As dificuldades são grandes, no meio do futebol, a concorrência cresceu muito ultimamente, eu saí de casa com 13 anos, me casei 'jogando pelo mundo', hoje tenho minha esposa e minha filha que são bênçãos em minha vida, nós sabemos o quanto é difícil superar tudo, temos que 'engolir muitos sapos' no começo, é uma profissão árdua, eu tenho alguns amigos que começaram jogando comigo e desistiram do futebol e hoje têm outras profissões. Hoje todas as crianças quando têm algum tempo de vida já sonham em serem jogadores de futebol, só quem está no meio futebol sabe como é, eu já estou nesse ramo há 13 anos, 'você pode dormir pobre e acordar rico', eu graças a Deus tiro meu sustento do futebol, todo o que tenho agradeço à bola, tudo o que dei à minha família.
Eu digo a quem está começando, que nunca desista do seu sonho, é uma profissão que tem dificuldades, mas quando Deus põe a sua mão tudo dá certo, o sucesso vira questão de tempo. Eu passei três anos sem ver meus familiares, joguei um ano e dois meses na Europa, isso ajudou muito no meu amadurecimento, aprendi a dar valor a minha família, quando você sai de casa com 14, 15, 16 anos de casa, deixa tudo para trás em busca de um sonho, embora tudo seja novidade quando você tem essa idade, é um momento de curtir tudo intensamente, mas quando chega os 25, 26 anos, o valor da família fica inestimável, é a base de tudo, o jogador que se dedica ao seu trabalho e à sua família, consegue tudo sem humilhar o seu semelhante, o segredo do sucesso é Deus na sua vida, o respeito a todos e a busca pelo seu horizonte, esse tempo que eu passei longe de Pirituba-BA, com pouca idade, me ajudou infinitamente a construir o meu caráter, o casamento como eu já disse 'pelo mundo' também me ajudou e me ajuda a amadurecer mais e mais a cada dia.
Quem desvia o jogador do bom caminho é ele mesmo, muitas felicidades de momento aparecem, mulheres, festas, e até mesmo drogas não aparecem só para quem procura, mas quem resolve se envolver com esse tipo de coisa geralmente não dá certo no mundo da bola.
Para os jovens eu deixo o conselho de que o estudo, o conhecimento de forma geral é de extrema importância, e as oportunidades não podem ser desperdiçadas com bobagem, mesmo que você tenha talento com a bola nos pés, estude para ser um jogador completo dentro e fora de campo."
Valmir Sabino, preparador físico (um dos idealizadores dessa matéria especial): "Nós somos conhecidos como nômades e não é a toa, vivemos em busca do nosso sustento, nessas idas e vindas, temos que ter em casa uma base muito especial, uma companheira, uma família unida que é a nossa base de sustentação, dá muito apoio e por eles nosso esforço vale a pena. Eu estive em Portugal a trabalho e passei 10 meses sem ver a Eline (esposa) que mora lá em Goiânia-GO, ela é goiana e nós temos uma afinidade ímpar, confiança e companheirismo, torce pelo nosso trabalho à distância, quando perdemos, ela aconselha, incentiva, dá apoio emocional para continuarmos lutando, quando vencemos ela sempre está lá para comemorar conosco.
É engraçado que em todos os jogos a Eline fica aguardando perto do telefone para saber o resultado, no jogo contra o Sport foi muito legal, terminamos o jogo e ficamos muito felizes, principalmente eu que tinha com quem partilhar a minha alegria, tão perto e tão longe, ao mesmo tempo.
O profissional de futebol tem que ter uma equipe de peso com ele para cuidar de todos nós, a minha equipe, formada pela Eline, Dona Aparecida (sogra), meus cunhados Wellington, Vicente, Eliane, meus sobrinhos Gustavo, Henrique, Bruno Guilherme e também a Virgínia são muito importantes na minha vida pessoal e profissional. eles têm cuidado comigo, sempre perguntam como estão as nossas condições, o nosso trabalho sem a minha família eu não obteria nem a metade do meu sucesso."







