sábado, 3 de julho de 2010

"Mala Esportiva no Ar!" - Edição Nº 15 - 72 Anos do Ypiranga

Redação

Pênaltis perdidos, bolas na trave e Espanha na semifinal

Redação e agências nacionais

Emoção mesmo só no segundo tempo, mas também foi emoção suficiente pra vários jogos fracos da Copa 2010. Em um jogo de pênaltis desperdiçados e sufoco dos dois times, acabou dando Espanha no confronto contra o Paraguai, o placar foi apertado, apenas 1 x 0, e a Fúria avança às semifinais da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história.

No começo do jogo, o Paraguai foi pra cima da Espanha, bateu de perto, de longe e de média distância, a Espanha se defendeu bastante e foi se soltando aos poucos, não pressionando o Paraguai, mas equilibrando as ações da partida.

E os dois pênaltis que marcaram a partida aconteceram, um para cada lado, ambos de jogadas que realmente foram faltosas e os dois foram defendidos pelos goleiros. No pênalti para o Paraguai, Casillas defendeu, no marcado para o Paraguai, Xabi Alonso bateu duas vezes, na primeira ele marcou, na segunda, já que o árbitro alegou invasão de área, o goleiro paraguaio defendeu. O jogo estava e seguiu 0 x 0. A Espanha marcou o gol da vitória com David Villa, que se isolou na artilharia da Copa do Mundo com cinco gols.

O Paraguai se lançou ao ataque nos minutos finais e quase empatou. Barrios avançou pela direita e chutou, mas Casillas defendeu. No rebote, Santa Cruz bateu em cima do goleiro espanhol. Não foi o suficiente para tirar a favorita Espanha da semifinal.

Com a vitória, os espanhóis conseguem ficar no grupo dos quatro primeiros de um Mundial depois de 60 anos e, no mínimo, igualam sua melhor colocação na história, que foi uma quarta posição em 1950 (quando não houve semifinais, mas um quadrangular).

Agora, os comandados de Vicente del Bosque têm pela frente a Alemanha, equipe que tem apresentado o futebol mais convincente no Mundial até então. A semifinal acontece na próxima quarta-feira, às 15h30 (de Brasília), em Durban.

Ficha do jogo:


Paraguai 0 x 1 Espanha

Local: Estádio Ellis Park, Johannesburgo

Gol
Espanha: Villa, aos 38min do 2º tempo

Cartões amarelos
Paraguai: Alcaraz, Víctor Cáceres, Morel Rodríguez e Santana
Espanha: Piqué e Busquets

Paraguai: Villar; Verón, Da Silva, Alcazar e Morel Rodríguez; Barreto (Vera), Víctor Cáceres (Barrios), Riveros e Santana; Valdez (Santa Cruz) e Cardozo.
Técnico: Gerardo Martino

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol (Marchena) e Capdevila; Busquets e Xabi Alonso (Pedro); Iniesta, Xavi e David Villa; Fernando Torres (Fàbregas). Técnico: Vicente del Bosque

Eliminado, Messi engrossa lista da maldição dos melhores do mundo na Copa

Uol

Lionel Messi foi um dos destaques individuais da Copa, mas não conseguiu levar sua seleção ao título. Após a derrota sofrida por 4 x 0 para a Alemanha, o argentino amplia a maldição dos melhores do mundo na competição.

Desde 1991, quando a FIFA criou o seu prêmio individual, nenhum eleito no ano anterior à Copa conseguiu vencê-la. Quem “criou” o problema foi o italiano Roberto Baggio. Melhor em 1993, o atacante ajudou a levar a Itália à final do Mundial dos Estados Unidos, mas perdeu o pênalti decisivo contra o Brasil.

Quatro anos depois, foi a vez da seleção verde-amarela sofrer com a maldição. Ronaldo já chegou à França com status de craque, marcou quatro vezes e foi peça importante na campanha do vice-campeonato. Na decisão contra os donos da casa, porém, o camisa 9 teve problemas físicos antes da partida e não impediu a derrota para Zidane e companhia.

Na Coreia do Sul e no Japão, em 2002, Figo era o melhor do mundo. Sua seleção, reconhecidamente coadjuvante, foi pior do que se imaginava. Em um grupo que tinha Coreia do Sul, Estados Unidos e Polônia, Portugal ficou na terceira colocação, com as duas primeiras seleções avançando às oitavas de final.

A maldição seguiu firme em 2006 e atingiu o Brasil de novo. Ronaldinho Gaúcho vinha de dois prêmios consecutivos da FIFA, em 2004 e 2005, mas decepcionou, assim como todo o time de Carlos Alberto Parreira. O meia não marcou uma vez sequer e pouco fez na eliminação diante da França, nas quartas de final.

Agora, a eliminação ofusca uma boa Copa de Messi. Antes da derrota por 4 x 0 diante da Alemanha, o camisa 10 argentino era o líder em dribles por jogo (5,5), terceiro em finalizações (4,8) e o quarto mais acionado (54 passes recebidos) do Mundial, segundo o Datafolha.

Todos os números, porém, não impediram a queda. Dominada pela Alemanha desde o início da partida, a equipe de Messi e companhia ainda buscou a reação no início do segundo tempo, mas foi surpreendida no contra-ataque e caiu com o 4 x 0.

Com direito a chocolate, Argentina volta pra casa

Redação e agências nacionais

A história se repetiu. Em 2006, Brasil e Argentina foram eliminados nas quartas de final, em 2010 também, só mudou a ordem de eliminação, o adversário do Brasil e o chocolate que a Alemanha aplicou na Argentina, diferente da partida complicada de quatro anos atrás.

Com 4 x 0 na bagagem e gritos de "olé" dos torcedores, a Argentina foi eliminada no Estádio Green Point, na Cidade do Cabo, e A Alemanha vai pela terceira vez seguida em Mundiais à fase semifinal.

Os gols da classificação foram marcados por Müller, Klose (dois) e Friedrich. Em vantagem desde os 3 minutos de jogo, a jovem equipe da Alemanha demonstrou muita tranquilidade durante toda a partida e ainda criou boas chances para aumentar a diferença, e um dos destaques positivos foram os gols de Klose, que agora são 14 em Copas do Mundo, atrás apenas de Ronaldo, que tem 15 e com os mesmos 14 do alemão Gerd Müller.

O ataque da Argentina pouco conseguiu criar. Vigiado de perto pelos adversários, Messi não repetiu as boas atuações das partidas anteriores. Apesar de pressionar em alguns momentos, e do apoio incondicional dos fanáticos torcedores, o time argentino pecou nas finalizações e não foi capaz de reverter o placar.

Na semifinal, a Alemanha encara o vencedor do duelo entre Paraguai e Espanha, que acontece neste sábado, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo. Do outro lado da chave, Holanda e Uruguai disputam um lugar na decisão.

Ficha do jogo:

Argentina 0 x 4 Alemanha

Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Gols
Alemanha: Müller, aos 3min do primeiro tempo; Klose, aos 23min do segundo tempo; Friedrich, aos 29min do segundo tempo; e Klose, aos 44min do segundo tempo

Cartões amarelos
Argentina: Otamendi e Mascherano
Alemanha: Müller

Argentina: Romero; Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano; Maxi Rodríguez, Messi e Di María (Agüero); Tevez e Higuaín. Técnico: Diego Maradona

Alemanha: Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira e Schweinsteiger; Müller (Trochowski), Özil e Podolski; Klose.Técnico: Joachim Löw

Entrevista com o ídolo Alviazulino, Toinho de Zé Néo

Foto e entrevista: Walter Miro

Em comemoração ao aniversário de 72 anos do Ypiranga, acompanhe esta entrevista com um dos maiores gênios da história do time de futebol santacruzense, Toinho de Zé Neo, um dos maiores camisas 10 da história Alviazulina.

Mala: Toinho, qual o sentimento de hoje, mesmo depois de tantos anos que você deixou os gramados, ainda ser lembrado como um dos maiores jogadores, se não o maior, da era amadora do Ypiranga?

Toinho: Eu não posso dizer que fui grande, isso cabe ao povo que me viu jogar. Sempre tive uma vida reservada como jogador, nunca fui "frouxo" sempre fui corajoso, desse "tamaninho" mas corajoso.

Mala: Você jogou em mais alguma posição, além do meio campo?

Toinho: Eu quero dizer uma coisa, eu joguei em dez posições pelo Ypiranga, só não atuei de goleiro, nas outras eu joguei e digo mais, joguei e dei conta.

Mala: Você tem alguma mágoa dos torcedores?

Toinho: Não muita, fico um pouco triste, porque, vou te dizer o que fiz, em todos os lugares onde joguei, cidades vizinhas, na Paraíba, outros eram mais famosos, mas o mais chamado era Toinho de Zé Neo, recebo homenagens nem que seja quando lembram de mim em uma "mala", mas sempre deixam outros grandes nomes de fora. Eu queria, por exemplo, que "Compadre" Tantinha fosse mais lembrado. O melhor jogador que eu vi de "beque central" foi ele, Tantinha não é lembrado como eu e como outros, é uma injustiça.

Mala: Foram quantos anos de Ypiranga? E ficou alguma lembrança especial dos tempos de jogador que possa ser citada?

Toinho: Foram vinte e três anos, e eu me lembro que certa vez aconteceu um campeonato aqui em Santa Cruz do Capibaribe, e um time chamado Santa Cruz acabou contratando quase todos os jogadores do Ypiranga, ficaram três ou quatro, vieram até me contratar, mas eu não quis, e o Ypiranga, com esses três ou quatro, inclusive eu, foi campeão. Poucas pessoas devem lembrar disso, mas aconteceu e eu estava lá.

Entrevista com Seu Luiz, Fuuncionário do Ypiranga, atualmente de licença

Por: Walter Miro

Funcionário por quase quarenta anos, Seu Luiz é mais que um funciorário, ele é talvez o próprio Ypiranga, assim como vários outros torcedores ilustres também são. Nesta entrevista ele disse: "Eu gosto tanto do Ypiranga que o tenho como se fosse meu". Seu Luiz, tenha certeza, o Ypiranga é seu. Confira uma entrevista emocionada dele à Mala Esportiva.

Mala: Seu Luiz, como o senhor se sente sendo considerado um dos símbolos eternos do Ypiranga?

Seu Luiz: É uma satisfação imensa, pois o Ypiranga é um símbolo de Santa Cruz do Capibaribe, é o símbolo de todos nós, todos nós passamos, o Ypiranga não, Ele fica. Meu Ypiranga é uma coisa extraordinária, para mim é emocionante ser lembrado como alguém que foi importante na história do Ypiranga.

Mala: Seu Luiz, quantos anos de Ypiranga?

Seu Luiz: Como funcionário foram cerca de quarenta anos, eu estou afastado há quase três anos por motivos de saúde, mas quero urgentemente voltar, o Ypiranga faz parte da minha vida e eu quero dar minha contribuição até o fim da minha vida, é meu dever ajudar o Ypiranga como eu puder.

Mala: Seu Luiz, que cor é o seu sangue?

Seu Luiz: Meu sangue com certeza é Azul, Azul e Branco. Eu lutei muito tempo por esse time e me acostumei com suas cores, com tudo relacionado ao Ypiranga, eu tenho esse time como se ele fosse meu. (choro contido)

Mala: Amigos da Mala Esportiva, é impossível não se emocionar com este depoimento de Seu Luiz, e só o que tenho a fazer é abraçá-lo e em nome dos torcedores do Ypiranga como eu, Walter Miro, agradecê-lo por tudo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Perdoe-nos a Copa, mas amanhã é dia da Máquina

Redação

Amanhã, dia 3 de julho de 2010, é aniversário do mais ilustre filho de Santa Cruz do Capibaribe, seu nome completo e idade? Sociedade Esportiva Ypiranga Futebol Clube, que completa 72 anos de idade.

Então teremos com certeza as postagens relacionadas à Copa do Mundo, e postagens relacionadas ao aniversário, três. Duas entrevistas já prontas e um Podcast por ser feito, ele será gravado e publicado amanhã, porque a emoção do dia será mais sincera se realmente for feito no dia de festa.

MALA ESPORTIVA - LEVANDO O MELHOR DO ESPORTE ATÉ VOCÊ!

Uruguai vence Gana nos pênaltis

Redação e agências nacionais

O Uruguai está classificado às semifinais da Copa do Mundo 2010 ao vencer Gana nos pênaltis após um milagre na prorrogação, após empate por 1 x 1, Gana desperdiçou um pênalti no último minuto do tempo extra.

No dia que a Seleção Brasileira foi eliminada pela Holanda, os uruguaios salvaram a sexta-feira dos sul-americanos e voltaram a se garantir entre os quatro melhores do Mundial depois de 40 anos longe das semifinais. O pênalti decisivo foi convertido por Loco Abreu, atacante do Botafogo-RJ, que bateu com cavadinha, assim como na final da Taça Rio deste ano contra o Flamengo-RJ.

Agora o Uruguai sonha com o título depois de 60 anos, a última conquista mundial aconteceu em 1950, no Brasil. Mas para chegar à final, os uruguaios tem que vencer a Holanda, que eliminou o Brasil. O jogo será na Cidade do Cabo.

Gana começou jogando mal, mas ao término do primeiro tempo melhorou muito, pressionou o Uruguai e foi recompensada com um gol aos 46 minutos de jogo, quando Muntari dominou a bola na intermediária, avançou e soltou uma bomba de muito longe. A bola fez uma curva e enganou Muslera, que foi pego no contrapé e nada conseguiu fazer.

No começo do segundo tempo, Gana seguiu no ataque, mas o Uruguai voltou para o jogo aos 9 minutos. Em cobrança de falta, Forlán bateu da meia esquerda e acertou um chute colocado no canto de Kingson, surpreendendo o goleiro, que havia dado um passo para o lado errado.

O jogo continuou equilibrado, com chances para ambos os lados, porém, o placar não foi mais alterado até o fim do tempo normal.

Na prorrogação, o cansaço físico falou mais alto que a técnica para as duas equipes. Foram muitos erros e poucas chances claras criadas. No último minuto do tempo extra, a maior emoção do jogo antes dos penais: após bate-rebate na área uruguaia, Suárez impediu o gol ganense, salvando a bola com a mão em cima da linha. O atacante foi expulso pelo árbitro português Olegário Benquerença, e vários jogadores de Gana comemoraram como se o jogo já estivesse ganho, indo em direção à torcida.

Porém, Gyan, artilheiro de Gana, desperdiçou a cobrança do pênalti, chutando por cima da meta. Na decisão por penalidades, Maxi Pereira perdeu para o Uruguai, mas o goleiro Muslera defendeu as batidas de Mensah e Adiyiah, garantindo a vitória por 4 x 2.

Depois da derrota, os jogadores de Gana choraram copiosamente. Inconsolável, Gyan saiu de campo carregado. O zagueiro Vorsah chutou três garrafas de água e teve de ser segurado pelos companheiros. Indiferente ao desespero dos africanos, o Uruguai comemorou muito o resgate de sua tradição em Copas do Mundo.

Ficha do jogo:


Uruguai 1 (4) x (2) 1 Gana

Local: Estádio Soccer City, Johannesburgo

Gols
Uruguai: Forlán, aos 9min do 2º tempo
Gana: Muntari, aos 46min do 1º tempo

Cartões amarelos
Uruguai: Fucile, Arévalo e Diego Pérez
Gana: Paintsil, Sarpei e Mensah

Cartão vermelho
Uruguai: Suárez

Uruguai: Muslera; Maxi Pereira, Lugano (Scotti), Victorino e Fucile; Álvaro Fernández (Lodeiro), Diego Pérez, Arévalo e Cavani (Abreu); Forlán e Suárez. Técnico: Oscar Tabárez

Gana: Kingson; Paintsil, Vorsah, Mensah e Sarpei; Annan; Inkoom (Appiah), Asamoah, Kevin-Prince Boateng e Muntari (Adiyiah); Gyan. Técnico: Milovan Rajevac

Brasil é eliminado pela Holanda

Redação e agências nacionais

Hexacampeão, só se for em 2014. O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo 2010, ao perder para a Holanda nas quartas de final, por 2 x 1, de virada, nesta sexta-feira, em Port Elizabeth.

A Seleção Brasileira volta pra casa amanhã, já a Holanda agora viaja para a cidade do Cabo, para enfrentar o vencedor do duelo entre Uruguai e Gana. O adversário será conhecido ainda nesta sexta.

E mais um nome fica marcado para que os torcedores brasileiros memorizem como carrasco: Wesley Sneijder. O camisa 10 da Holanda foi o principal responsável pela virada marcou os dois gols da Holanda, um com participação de Júlio César e Felipe Melo, o volante brasileiro que deu a assitência para do gol de Robinho, mas foi expulso depois de cometer falta e pisar em Robben. Com 1 a menos, os jogadores mostraram desequilíbrio em campo.

O Brasil no começo do jogo dominou as ações da partida, atacando com precisão e pressão sobre a Holanda, o que fez os holandeses que ficaram perdidos. O Brasil chegou com perigo duas vezes seguidas ao ataque, na primeira Robinho marcou impedido, na segunda, ele marcou em posição legal e abriu o placar para a Seleção.

Estranhamente, no lance do gol, quem tentava acompanhar Robinho era o craque ofensivo do time holandês, Robben. Depois de não alcançar o atacante brasileiro e ver a rede balançar se virou para o banco de reservas e levou uma bronca do técnico Van Marwijk. Não gostou, abriu os braços e reclamou. Fez sinal de que não era ele que deveria estar ali.

O gol desajustou a organizada equipe holandesa e o Brasil pressionou ainda mais, com Juan, Daniel Alves e Kaká.

A defesa brasileira também foi eficiente nos lances capitais do primeiro tempo. Robben tentava sua jogada característica de receber a bola pela ponta direita, cortar para dentro e arrematar com a esquerda. Era parado no domínio de bola.

Mas, no segundo tempo, se a Holanda levou um gol com dez minutos, marcou logo com 8 minutos, um lance que parecia banal mudou o jogo. Sneijder cruzou a bola em direção ao gol brasileiro. Júlio César saiu do gol para tentar afastar, trombou com o volante Felipe Melo e viu a rede balançar. A bola ainda resvalou na cabeça do volante brasileiro.

O Brasil sentiu o gol e passou a assistir a Holanda em campo. O time europeu aproveitou e deu a cartada final aos 23 minutos. Depois de cobrança de escanteio de Robben, Kuyt desviou no primeiro pau e Sneijder nem precisou pular para arrematar. Sozinho, sem marcação. A zaga brasileira toda ficou apenas assistindo ao lance.

Para tentar a reação após o segundo gol, Dunga colocou Nilmar no lugar de Luis Fabiano, tentou nos contra-ataques, mas não deu, 2 x 1 para os holandeses e Copa do Mundo agora para a Canarinho, só em casa , no Brasil em 2014. Pela segunda vez consecutiva, o Brasil cai nas quartas de final.

Ficha do jogo:

Holanda 2 x 1 Brasil

Local: Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth

Gols
Holanda: Felipe Melo (contra) aos 8min e Sneijder aos 23min do 2º tempo
Brasil: Robinho, aos 10min do 1º tempo

Cartões amarelos
Holanda: Heitinga, Van der Wiel, Ooijer e De Jong
Brasil: Michel Bastos

Cartão vermelho
Brasil: Felipe Melo

Holanda: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel e De Jong; Robben, Sneijder e Kuyt; Van Persie (Huntelaar)
Técnico: Bert van Marwijk

Brasil: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva e Felipe Melo; Daniel Alves, Kaká e Robinho; Luís Fabiano (Nilmar)
Técnico: Dunga

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Torcedores invadem federação francesa pedindo exclusão de 'pretos e muçulmanos'

Uol

Após a eliminação da França na Copa do Mundo, um grupo de cerca de trinta torcedores invadiu a sede da Federação Francesa de Futebol (FFF), em Paris, e com gritos racistas, pressionou o até então presidente da entidade, Jean-Pierre Escalettes, a não mais convocar “pretos e muçulmanos” para a seleção.

O caso, revelado pelo jornal Le Figaro, ocorreu no último dia 25 de junho, três dias depois da derrota da França para a África do Sul pelo placar de 2 a 1, que eliminou a então vice-campeã mundial do torneio.

Segundo atesta o jornal, o grupo de torcedores racistas, uma minoria que costuma fazer barulho principalmente em partidas do Paris Saint-Germain-FRA, invadiu a sede da FFF e pichou o muro da entidade com os dizeres “Aqui é Paris, não Argélia”, em referência hostil à presença de imigrantes tanto na seleção quanto na sociedade francesa.

Além disso, a imprensa local registrou a seguinte frase, atribuída ao grupo: “Digam ao Sr. Escalettes que queremos uma seleção francesa branca e cristã, e que exclua os pretos e muçulmanos do time. Digam a ele que voltaremos e quebraremos tudo”.

A FFF registrou queixa na polícia parisiense, por difamação e danos materiais.